De repente, hoje, ao abrir sua caixa de e-mail, você se admire por eu surgir em seu monitor, como esses bonecos de molas assustadores que saem de uma caixa e diante de nossos olhos não param de saltar. Mas fique tranqüila... Apenas, não podia, nesse dia, deixar de prestar-lhe uma homenagem, que é extensiva a todos os seus colegas do passado, do presente e do futuro. Aqueles, através dos quais a gente aprende, aprendeu e aprenderá a juntar letras para formar palavras e juntar palavras para formar frases. - Alguns vão além dessa já tão árdua tarefa, pois se esforçam para que nas frases a gente junte idéias, ideais e pensamentos. Isso porque, talvez, acreditem que sem esse aprendizado nunca seremos como as formigas, que ainda que não saibam escrever são sábias!
Claro que a gente aprende e depois escreve coisas que nunca se transformarão em casas, ou coisas que muitas vezes vão à mesa do(a) professor(a) ou do crítico, mas nunca à mesa de quem tem fome, já que para esses as únicas letras que alimentam são as contidas nas sopas de letrinhas. Mas, mesmo assim - através de você - quero homenagear a todos os que um dia me ensinaram não apenas a juntar letras e palavras, mas a pensar! À professora de história que não nos ensina escrever, mas a interpretar a vida através do que foi escrito. Foi assim que aprendemos que o desejo de escrever começou com Adão, que não tendo um lápis dilapidou suas costelas para escrever um poema de amor. Deu-se mal!...Os que vieram depois continuaram a escrever suas histórias, mesmo desfalcados desse precioso osso, que tornou frágil essa caixa esquelética que pretende proteger o coração, sempre propenso ao engano, como está escrito no Livro dos livros!
Um outro, pensando ser maior e mais forte do que o sol escreveu seu poema de amor dilacerando feras que sangravam mel e empunhando, para lutar, esqueletos de animais que iam morrendo na aridez do deserto de uma terra da qual deveria manar leite e mel. Como não poderia deixar de ser também se deu mal e terminou sua história de amor com uma mecha de cabelos nas mãos de uma delicada cabeleireira com quem havia se casado.
Minha homenagem vai, através de você, a todos aqueles que trouxeram à luz a verdade do pesadelo que Odisseu viveu no mar por causa do amor. Aos que nos contaram a história do jogo de pôquer do qual participou Julio César: Arriscou e perdeu o último denário de seu coração diante do par de ases que Cleópatra escondeu em seu sexo.
Como isso é uma homenagem que faço a todos os mestres(as) através de você, não deverei escrever até me fazer sangrar, mas não posso deixar passar em branco o agradecimento aos que nos falaram de um tempo em que era tão bom ser homem que o próprio Deus se fez Jesus Cristo e veio habitar entre nós. E entre um “Pai Nosso” e outro; entre uma festa e outra, nos ensinou como se pode repartir, como doce de frutas e sem falsas liturgias o amor!
Está feita a homenagem!... Não há mais tempo e nem espaço para falar da teia de aranha de onde Lucrécia Bórgia espreitava a vida; nem do bramido de Lutero, que fez partir uma Igreja cujas ruínas estavam sendo escoradas por Loyola & Cia...
Melhor mesmo parar por aqui, antes que surja o verdadeiro Napoleão no manicômio do mundo e negue o amor à Josefina; ou antes que Nietzsche aborte seu super-homem mais uma vez e o Século XXI abra seus olhos entre os números da contabilidade do camarada Marx, na esperança de que este seja o século em que o homem novo, do qual nos falou “El Che”, venha governar, e quem sabe surja com ele o tempo da Terra se encher do conhecimento e da glória do Senhor, como afirmou o profeta há 2600 anos atrás. E antes também que meu lápis se acabe... Já que a história, assim como o amor, não tem fim.
Um feliz dia dos professores!
Luís Bomfim

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