domingo, 17 de abril de 2011

O Tesouro de Bresa

O público que gosta de literatura por certo deve conhecer a história do Tesouro de Bresa. Já o público que vive grudado na Internet, procurando a facilidade da cultura  das salas de bate-papo, talvez não conheça, mas, muito provavelmente, já teve em suas mãos o mapa desse tesouro, sem saber, é claro. Outros ainda usufruem do tesouro sem jamais terem, sequer, sabido da existência do mapa que leva a ele. São aqueles a quem a sorte lhes sorriu, ou como dizem alguns: são os que nasceram virados pra lua.
Mas por que será que estou falando desse tal tesouro na primeira página desse site que acaba de ser inaugurado e, que tenho certeza, os meus amigos me elogiarão sempre que estiverem na minha frente?
Claro que entre eles sempre vão surgir comentários maldosos, tais como: "esse cara é um esnobe", "onde já se viu?...quer aparecer!", "Puxa, não é que ele teve coragem mesmo!”. E apesar de todos esses comentários construtivos, que sabemos, feitos com o intuito de nos ajudar, queremos comunicar aos nossos visitantes e amigos que a intenção dessa home page, que hora vem enriquecer essa rede mundial já tão cheia de atrativos, é exatamente ajudar, aos que não nasceram virados pra lua, mas sim para o sol escaldante, na procura do tal tesouro.
Como disse lá no meu perfil, não somos místicos, políticos ou apocalípticos, mas temos uma meta, que ainda não definimos qual será, pois tudo vai depender do próximo governo, do próximo Concílio, e da cotação do dólar.
Pra quem gosta de todas as coisas sempre levadas com seriedade, quero dizer que \"subiram em morro errado\". Mas se você é uma pessoa alegre, que leva a vida na galhofa, queremos dizer que a vida não é brincadeira, e sempre que o governo ou as igrejas permitirem trataremos de assuntos de acordo como a vida deve ser: coisa séria.
Dito isto, só nos resta dizer aos nossos amigos, inimigos e aos que ainda não se posicionaram sobre a questão, que continuem a visitar diuturnamente o nosso site e, inclusive, dar sua colaboração, que também poderá  ser aceita em libra, dólar ou marco alemão. Não desprezaremos de forma nenhuma o euro-dólar, que desde que nasceu, tinha cara de quem vai financiar muitas guerras no Oriente-médio, no alto e no baixo. E só. Pode começar a garimpar por nossas páginas em busca do tal tesouro. Se o encontrarem, por favor, não deixem de nos comunicar, que trataremos da documentação necessária para que dele você disponha sem nenhum problema de ordem legal.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

DÚVIDAS PASCOAIS

- Papai, o que é Páscoa?
- Ora, Páscoa é... bem, é uma festa religiosa!
- Igual Natal?
- É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.
- Ressurreição?
- É, ressurreição. Marta, vem cá!
- Sim?
- Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu jornal.
- Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?
- Mais ou menos ... .Mamãe, Jesus era um coelho?
- Que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas!
- Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu! Nem parece que esse menino foi batizado! Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola? Deus me perdoe! Amanhã mesmo vou matricular esse moleque no catecismo!
- Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?
- É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.
- O Espírito Santo também é Deus?
- É sim.
- E Minas Gerais?
- Sacrilégio!!!
- É por isso que a Ilha da Trindade fica perto do Espírito Santo?
- Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito.
- Mas se você perguntar no catecismo a professora explica tudinho!
- Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?
- Eu sei lá! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.
- Coelho bota ovo?
- Chega! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais!
- Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?
- Era, era melhor, ou então urubu.
- Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né? Que dia que ele morreu?
- Isso eu sei: na sexta-feira santa.
- Que dia e que mês?
- ??????? Sabe que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na sexta-feira santa e ressuscitou três dias depois, no sábado de aleluia.
- Um dia depois.
- Não, três dias...
- Então morreu na quarta-feira.
- Não, morreu na sexta-feira santa ... ou terá sido na quarta-feira de cinzas? Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois! Como? Pergunte à sua professora de catecismo!
- Papai, por que amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?
- É que hoje é sábado de aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.
- O Judas traiu Jesus no sábado?
- Claro que não! Se ele morreu na sexta!!!
- Então por que eles não malham o Judas no dia certo?
- É, boa pergunta. Filho, atende o telefone pro papai. Se for um tal de Rogério diz que eu saí.
- Alô, quem fala?
- O Rogério Coelho Pascoal. Seu pai está?
- Não, foi comprar ovo de Páscoa. Ligue mais tarde, tchau.
- Papai, qual era o sobrenome de Jesus?
- Cristo. Jesus Cristo.
- Só?
- Que eu saiba sim, por quê?
- Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?
- Coitada!
- Coitada de quem?
- Da sua professora de catecismo

Homenagem a todos os mestres, encontrada num E-mail que navegava em direção à uma amada mestra de História

De repente, hoje, ao abrir sua caixa de e-mail, você se admire por eu surgir em seu monitor, como esses bonecos de molas assustadores que saem de uma caixa e diante de nossos olhos não param de saltar. Mas fique tranqüila... Apenas, não podia, nesse dia, deixar de prestar-lhe uma homenagem, que é extensiva a todos os seus colegas do passado, do presente e do futuro. Aqueles, através dos quais a gente aprende, aprendeu e aprenderá a juntar letras para formar palavras e juntar palavras para formar frases. - Alguns vão além dessa já tão árdua tarefa, pois se esforçam para que nas frases a gente junte idéias, ideais e pensamentos. Isso porque, talvez, acreditem que sem esse aprendizado nunca seremos como as formigas, que ainda que não saibam escrever são sábias!
Claro que a gente aprende e depois escreve coisas que nunca se transformarão em casas, ou coisas que muitas vezes vão à mesa do(a) professor(a) ou do crítico, mas nunca à mesa de quem tem fome, já que para esses as únicas letras que alimentam são as contidas nas sopas de letrinhas. Mas, mesmo assim - através de você - quero homenagear a todos os que um dia me ensinaram não apenas a juntar letras e palavras, mas a pensar! À professora de história que não nos ensina escrever, mas a interpretar a vida através do que foi escrito. Foi assim que aprendemos que o desejo de escrever começou com Adão, que não tendo um lápis dilapidou suas costelas para escrever um poema de amor. Deu-se mal!...Os que vieram depois continuaram a escrever suas histórias, mesmo desfalcados desse precioso osso, que tornou frágil essa caixa esquelética que pretende proteger o coração, sempre propenso ao engano, como está escrito no Livro dos livros!
Um outro, pensando ser maior e mais forte do que o sol escreveu seu poema de amor dilacerando feras que sangravam mel  e empunhando, para lutar,  esqueletos de animais  que iam morrendo na aridez do deserto de uma terra da qual deveria manar leite e mel. Como não poderia deixar de ser também se deu mal e terminou sua história de amor com uma mecha de cabelos nas mãos de uma delicada cabeleireira com quem havia se casado.
Minha homenagem vai, através de você, a todos aqueles que trouxeram à luz a verdade do pesadelo que Odisseu viveu no mar por causa do amor. Aos que nos contaram a história do jogo de pôquer do qual participou Julio César: Arriscou e perdeu o último denário de seu coração diante do par de ases que Cleópatra escondeu em seu sexo.
Como isso é uma homenagem que faço a todos os mestres(as) através de você, não deverei escrever até me fazer sangrar, mas não posso deixar passar em branco o agradecimento aos que nos falaram de um tempo em que era tão bom ser homem que o próprio Deus se fez Jesus Cristo e veio habitar entre nós. E entre um “Pai Nosso” e outro; entre uma festa e outra, nos ensinou como se pode repartir,  como doce de frutas e sem falsas liturgias o amor!
Está feita a homenagem!... Não há mais tempo e nem espaço para falar da teia de aranha de onde Lucrécia Bórgia espreitava a vida; nem do bramido de Lutero, que fez partir uma Igreja cujas ruínas estavam sendo escoradas por Loyola & Cia...
Melhor mesmo parar por aqui, antes que surja o verdadeiro Napoleão no manicômio do mundo e negue o amor à Josefina; ou antes que Nietzsche aborte seu super-homem mais uma vez e o Século XXI abra seus olhos entre os números da contabilidade do camarada Marx,  na esperança de que este seja o século em que o homem novo, do qual nos falou  “El Che”,  venha governar, e quem sabe surja com ele o tempo da Terra se encher do conhecimento e da glória do Senhor, como afirmou o profeta há 2600 anos atrás. E antes também que meu lápis se acabe... Já que a história, assim como o amor, não tem fim.
Um feliz dia dos professores!
Luís Bomfim